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segunda-feira, 22 de março de 2010

PROTEÍNA DO SORO DO LEITE


Bastante utilizada por pessoas que desejam aumentar a massa muscular, a proteína do soro do leite é um subproduto resultante da fabricação de queijo. Popularmente conhecida como whey protein, é uma proteína de alto valor biológico e possui o perfil de aminoácidos muito similar ao das proteínas do músculo esquelético.

A utilização de whey protein por atletas e praticantes de atividades físicas geralmente ocorre pela sua alta digestibilidade, sendo rapidamente absorvido e estimulando a síntese de novas proteínas nos tecidos, recuperando o desgaste pós-exercício.

Vale ressaltar os demais benefícios que podem ser alcançados pelo consumo dessa proteína:
  • recentes estudos apontam que o soro do leite pode contribuir para o aumento da saciedade e na redução e controle de gordura corporal, devido à supressão de hormônios que podem aumentar a deposição de gordura nos tecidos adiposos, e pelo se alto teor de BCAA, o qual age no metabolismo da regulação energética;

  • utilizado na forma hidrolizada, o whey pode ser considerado hipoalergênico, podendo, em especial, ser utilizado por pessoas intolerantes à lactose como uma importante fonte de cálcio;

  • diversas pesquisas indicam que o seu consumo pode aumentar a resposta imunológica, aumentando os níveis de glutationa celular e, dessa maneira, diminuindo os riscos de infecções;

  • pelo seu elevado teor de triptofano, aminoácido precursor do neurotransmissor serotonina e do hormônio melatonina, podem ser atribuídos efeitos comportamentais da sua ingestão no humor, na percepção da dor e no ciclo do sono.

Para a melhor utilização dessa proteína, com informações sobre tipos, quantidades, como e quando utilizar, adequadas à individualidade de cada pessoa, é recomendável a consulta de um profissional especializado na área.

terça-feira, 14 de julho de 2009

ANABOLIZANTES EM SUPLEMENTOS ESPORTIVOS


Um alerta para quem faz uso constante de suplementos esportivos. Um levantamento da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, realizado com base na análise de 111 amostras no Instituto Adolfo Lutz, detectou que 25% dos suplementos para atletas camuflam presença de anabolizantes, ou seja, um em cada quatro suplementos vendidos para praticantes de atividade física possui em sua fórmula esteróides anabolizantes não declarados no rótulo. Dos produtos, 85,6% não apresentavam qualquer informação de procedência, das demais amostras, 5,4% eram nacionais e 9%, importadas.

A presença de substâncias proibidas em suplementos alimentares revela o perigo da ingestão descontrolada dos mesmos por atletas e praticantes de atividades físicas. Todos os produtos que prometem resultados milagrosos, seja para a perda de peso, para o ganho de massa muscular ou para melhorar o rendimento, devem ser olhados com desconfiança.

Vale lembrar que os anabolizantes, quando tomados sem orientação médica, podem causar inúmeros efeitos negativos no organismo, como acne, impotência sexual, calvície, hipertensão arterial, esterilidade, insônia, dor de cabeça, aumento de colesterol ruim, problemas cardíacos, crescimento indevido de pêlos, engrossamento da voz e distúrbios testiculares e menstruais.

Fonte: Secretaria da Saúde - SP

terça-feira, 26 de maio de 2009

A CAFEÍNA E O DESEMPENHO ESPORTIVO


Substância presente em vários produtos consumidos diariamente, como o guaraná, o mate, o chocolate, o café, alguns refrigerantes e chás, a cafeína é a droga estimulante mais ingerida do mundo, sendo considerada aceitável por ser utilizada há muito tempo e de forma ampla. Sua utilização por atletas, com a intenção de melhorar a performance, tem se tornado popular nas últimas décadas, devido aos estudos sobre seus efeitos ergogênicos.

Tema de diversos estudos na área esportiva, a cafeína parece produzir efeitos benéficos tanto em esforços nos exercícios mais curtos e de alta intensidade até os esforços submáximos. Entre os mecanismos que podem explicar a melhora da performance estão:

  • efeito poupador das reservas de glicogênio (combustível energético limitante em exercícios de endurance) durante a atividade física, provavelmente por elevar as taxas de ácidos graxos livres no sangue.

  • estímulo do sistema nervoso central, aumentando o estado de alerta, estimulando a circulação sanguínea e o funcionamento cardíaco.

  • estímulo da contração muscular, melhorando o desempenho em exercícios de alta intensidade e curta duração.

Estudos recentes indicam que ocorrem benefícios ao desempenho quando a cafeína é consumida em doses de 1 a 3mg/kg de peso, parecendo não haver uma relação da dose com o efeito da ingestão da cefeína; são observados benefícios com dose pequena, não ocorrendo aumento nos benefícios com o consumo de quantidades maiores.

Veja no quadro abaixo as principais fontes de cafeína na dieta:


Efeitos Colaterais

A cafeína é relativamente segura, mas as tolerâncias individuais variam e com isso pode haver efeitos colaterais. O consumo excessivo pode provocar rubor facial, ansiedade, nervosismo, tremor, insônia, e até mesmo, arritmias cardíacas e perda de memória. Além disso, pode ocorrer aumento da temperatura corporal, podendo prejudicar o desempenho em exercícios realizados em altas temperaturas. Por aumentar a diurese, a cafeína pode promover a desidratação.

Proibição e Monitoramento

A cafeína esteve incluída na lista de substâncias proibidas pela World Anti Doping Agency (WADA) na classe de estimulantes (A) até final do ano de 2003. Entretanto, mais recentemente a cafeína foi retirada da lista de substâncias proibidas, sendo incluída em um programa de monitoramento, o qual será feito por meio de acompanhamento na incidência do uso de cafeína pelos atletas.


OBS.: A Medicina Esportiva estabelece um conceito para o termo “agente ergogênico” que abrange todo e qualquer mecanismo, efeito fisiológico, nutricional ou farmacológico que seja capaz de melhorar a performance nas atividades físicas esportivas, ou mesmo ocupacionais.



Fontes:

  • MAUGHAN, Ronald J.; BURKE, Louise M. Nutrição Esportiva. Porto Alegre: Artmed, 2004. p. 139-41
  • ALVES, Letícia Azen. Recursos Ergogênicos Nutricionais. In: BIESEK, Simone; ALVES, Letícia Azen; GUERRA, Isabela. Estratégias de Nutrição e Suplementação no Esporte. São Paulo: Manole, 2005. p. 306-08.
  • ALTIMARI, Leandro Ricardo et al. Cafeína e performance em exercícios anaeróbios. Revista Brasileira de Ciências Farmacêuticas. vol. 42, n. 1, jan./mar., 2006.
  • BRAGA, Luciana; ALVES, Mariana. A cafeína como recurso ergogênico nos exercícios de endurance. Rev. Bras. Ciên. e Mov. Brasília v.8 n. 3 p. 33-7. junho 2000.
  • BARROS NETO, Turibio Leite de. A Controvérsia dos Agentes Ergogênicos: Estamos Subestimando os Efeitos Naturais da Atividade Física? Arq Bras Endocrinol Metab vol 45 nº 2 Abril 2001.